sábado, fevereiro 28, 2009

Há quatro tipos de vírus da Dengue. Quais voam pela Bahia?

UM MOSQUITO CHATEIA MUITA GENTE

 

DOIS MOSQUITOS CHATEIAM, CHATEIAM MUITO MAIS

 

TRES MOSQUITOS....

 

QUATROS MOSQUITOS...

 

MUITOS ...,causam EPIDEMIA

 

www.somethingweb.com.br/wagnermarins/infor_uteis.html

 

http://www.portaldomeioambiente.org.br/noticias/2008/marco/29/10.asp

 

Há quatro tipos de vírus da dengue. Normalmente, as pessoas infectadas pela primeira vez pelo vírus (qualquer um dos tipos) têm a versão mais "leve" da doença. Já no segundo contato com a dengue, há aumento do risco de o paciente desenvolver a versão hemorrágica.

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Formas de apresentação

A dengue pode se apresentar – clinicamente - de quatro formas diferentes formas: Infecção Inaparente, Dengue Clássica, Febre Hemorrágica da Dengue e Síndrome de Choque da Dengue. Dentre eles, destacam-se a Dengue Clássica e a Febre Hemorrágica da Dengue.

 

- Infecção Inaparente
A pessoa está infectada pelo vírus, mas não apresenta nenhum sintoma. A grande maioria das infecções da dengue não apresenta sintomas. Acredita-se que de cada dez pessoas infectadas apenas uma ou duas ficam doentes.

- Dengue Clássica
A Dengue Clássica é uma forma mais leve da doença e semelhante à gripe. Geralmente, inicia de uma hora para outra e dura entre 5 a 7 dias. A pessoa infectada tem febre alta (39° a 40°C), dores de cabeça, cansaço, dor muscular e nas articulações, indisposição, enjôos, vômitos, manchas vermelhas na pele, dor abdominal (principalmente em crianças), entre outros sintomas.

Os sintomas da Dengue Clássica duram até uma semana. Após este período, a pessoa pode continuar sentindo cansaço e indisposição.

- Dengue Hemorrágica
A Dengue Hemorrágica é uma doença grave e se caracteriza por alterações da coagulação sanguínea da pessoa infectada. Inicialmente se assemelha a Dengue Clássica, mas, após o terceiro ou quarto de evolução da doença, surgem hemorragias em virtude do sangramento de pequenos vasos na pelo e nos órgãos internos. A Dengue Hemorrágica pode provocar hemorragias nasais, gengivais, urinárias, gastrointestinais ou uterinas.

Na Dengue Hemorrágica, assim que os sintomas de febre acabam a pressão arterial do doente cai, o que pode gerar tontura, queda e choque. Se a doença não for tratada com rapidez, pode levar à morte.

- Síndrome de Choque da Dengue
Esta é a mais séria apresentação da dengue e se caracteriza por uma grande queda ou ausência de pressão arterial. A pessoa acometida pela doença apresenta um pulso quase imperceptível, inquietação, palidez e perda de consciência. Neste tipo de apresentação da doença, há registros de várias complicações, como alterações neurológicas, problemas cardiorrespiratórios, insuficiência hepática, hemorragia digestiva e derrame pleural.

Entre as principais manifestações neurológicas, destacam-se: delírio, sonolência, depressão, coma, irritabilidade extrema, psicose, demência, amnésia, paralisias e sinais de meningite. Se a doença não for tratada com rapidez, pode levar à morte.

http://www.combatadengue.com.br/

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ILHÉUS SOMA 15 CASOS DE DENGUE HEMORRÁGICA

fevereiro 28th, 2009  do Pimenta na Muqueca

Chega a 15 o número de casos de dengue hemorrágica em Ilhéus nestes dois primeiros meses do ano. Duas pessoas estão internadas em estado grave nos hospitais, Luiz Cláudio Júnior e Maria da Glória Azevedo Moreno de Souza.

Ilhéus registrou 170 casos de dengue clássica, sendo que três já foram confirmados através de exames realizados pelo Laboratório Central, em Salvador. O índice de infestação também apresenta um aumento assustador.

O levantamento rápido revela que o índice de infestação predial chega a 11,7% na Vila Nazaré. Já em localidades como Alto do Coqueiro, Alto da Boa Vontade, Teotônio Vilela, Fundão, Novo Vilela os índices de infestação variam entre 5,7% e 9,5%.

Leia mais na edição on-line de A Região.

 

Um comentário:

bialopes disse...

DENGUE:
Omissão vai gerar responsabilidade


O Ministério Público Federal (MPF) possui legitimidade para a tutela judicial dos interesses difusos e coletivos, entre os quais está o direito à saúde (art.129, 111 c/c art.196, caput); a ele cabe defender os interesses da população sob risco como é o caso atual (novamente e também) em Rondonópolis.
Ações mal conduzidas, sem coordenação correta, mau uso da verba pública ao longo dos últimos anos, e estamos vivendo nova epidemia já com vários óbitos!
Diante do agravamento dos casos de dengue em alguns estados brasileiros nos primeiros meses deste ano, o Tribunal de Contas da União (TCU) passou a fiscalizar as ações do governo federal no combate à doença, mas, infelizmente não houve modificações nas ações de controle...
De cada ano ficam depositados milhões de ovinhos em recipientes os mais diversos espalhados por nossa cidade que, com as chuvas eclodem e, mesmo com a temporária paralisação do período chuvoso, os insetos vetores continuam a se reproduzir intensamente.
Além dos graves casos de DENGUE, com evoluções para DENGUE HEMORRAGIA ou SÍNDROME DE CHOQUE POR DENGUE, nossa cidade vem sofrendo com o aumento de casos de LEISHMANIOSE. Ela se faz presente já alguns anos e o serviço público de saúde, mesmo sabedor dos fatos, além de omitir a informação à população, não tomou providências concretas para a eliminação do vetor.
Um fator complicador é a subnotificação e a indicação errônea de ‘virose’ é o diagnóstico pobre, fornecido pelo desinformado profissional da área; dados que, incorretos, geram informações erradas sobre o número real de casos, a cada ano.
Cabe ao governo federal a responsabilidade de repassar as verbas, que são destinadas à campanhas educativas, capacitação de profissionais de estados e municípios, transporte de inseticidas e cooperação técnica internacional, entre outras. A compra de equipamentos e veículos com o objetivo de fortalecer a capacidade operacional de estados e municípios também é feita com esses recursos. Aos governos locais, (Estaduais e Municipais) cabe executar ações de prevenção e controle da doença, mas que, pelo que se percebe, estão falhas e/ou mal conduzidas.
Ao Ministério Público Federal cabe, frente às omissões por parte das três esferas de governo, responsabilizá-los pelas mortes e pelos danos causados à população.
Ações ineficazes apontam erros e falhas questionáveis. Como Bióloga especializada em Entomologia Médica (estudo de insetos vetores), já mostrei um grave equivoco: o uso de inseticidas inadequados, pois está evidenciado que “veneno para pulgas não mata ratos” e no caso do vetor da DENGUE, trata-se ele de um mosquito, totalmente diferente em sua biologia com relação a moscas, baratas e carrapatos!
A ‘mosca do berne’, Dermatobia hominis, a ‘mosca do chifre’, Haematobia irritans e o carrapato são de importância médica veterinária e o controle deles, diga-se, é excelente. (Os animais têm mais sorte que as pessoas. Ou valem mais?)
O outro inseticida utilizado é ótimo! Mas para eliminar baratas, inseto completamente diferente do mosquito... Devido a isto, os mosquitos continuam a proliferar e a infectar pessoas.
Quanto aos inseticidas disponíveis nos supermercados, eles são completamente ineficientes. Mas necessitam de revisão pelo órgão competente.
Cabe ao Ministério Público Federal agir rápido, exigindo explicações e modificações nas ações de controle aos vetores. Sei que, depois de um grande número de pessoas infectadas, ocorre uma redução no número de casos, mas, no final do ano inicia-se a segunda etapa da epidemia, pois costuma envolver dois anos.
Para confirmar, basta analisar epidemias ocorridas em 1993/94, 1997/98, 2001/02, 2005/06 e atualmente 2009 e, certamente, se não houver providências imediatas, 2010 virá com novos casos a se lamentar.

Beatriz Antonieta Lopes
Bióloga com especialização em Entomologia Médica