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sábado, janeiro 17, 2009

Aumenta número de casos de Aids na faixa etária de 50 anos

A Paraíba é o quinto Estado nordestino com maior número de casos de Aids entre idosos.
A informação é do Boletim Epidemiológico AIDS-2008, divulgado pelo Ministério da Saúde, no início desta semana. Só no primeiro semestre do ano passado, foram registrados sete novos casos da doença em pessoas acima de 50 anos, totalizando a marca de 319 infectados. Em 28 anos, 1.176 paraibanos, de todas as faixas etárias, morreram vítimas de AIDS e, de acordo com a Gerência Operacional das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST/AIDS), da Secretaria Estadual de Saúde, o número de infectados vem aumentando a cada pesquisa.

Segundo o gerente operacional das DST/AIDS na Paraíba, Ranulfo Cardoso Júnior, a cada novo levantamento, tem ganhado destaque a quantidade de pessoas com idade superior a cinquenta anos, infectadas pelo vírus HIV, responsável pelo desenvolvimento da AIDS.

Segundo o boletim, no Nordeste encontram-se 5.123 infectados, dentro da referida faixa etária, de um total de 47.437 em todo o Brasil. "As pessoas estão vivendo muito mais tempo e tendo mais acesso a passeios e diversão em geral. A facilidade para se conseguir medicações para estimular a ereção, entre outros, tem tornado a prática sexual mais comum entre os idosos", justificou Ranulfo Cardoso. Na Paraíba, as cidades com maiores números de registros desta natureza são João Pessoa, Campina Grande, Santa Rita, Cabedelo e Patos. Há casos de infectados com cerca de 80 anos de idade.

Entre os casos registrados, as Mulheres ainda surgem como as menos infectadas, justamente por elas procurarem o diagnóstico médico com mais frequência do que os homens, conforme informações da Gerência Operacional das DST/AIDS. Os homens, geralmente, aparecem para alguma consulta apenas quando já estão sendo acometidos pelos sintomas da doença. Atualmente, na Paraíba, a maioria dos casos registrados são de pessoas do sexo masculino, com exceção da faixa etária entre 15 a 19 anos, que apresenta 46 casos, sendo 26 Mulheres e 20 homens.

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Links sobre Aids-DST no Itacare News

AIDS na Bahia também tem!

Na Bahia, 74% dos municípios já notificaram pelo menos um caso de Aids até 2008. O vírus, antes mais comum na capital, tem se alastrado também para o interior do estado

01/12 Dia Mundial de Combate a AIDS

Dia 01 de Dezembro : Dia Mundial de luta contra AIDS

Protejam-se!

segunda-feira, dezembro 01, 2008

01/12 Dia Mundial de Combate a AIDS

A crise financeira e o medo de uma recessão global fazem a ONU alertar os governos para o risco de cortes em programas de prevenção ao HIV às vésperas do Dia Mundial de Combate à Aids. Em entrevista à repórter Roberta Jansen, o diretor de Iniciativas Globais do Programa de Aids da ONU (Unaids), Luiz Loures, diz que a suspensão de verbas significaria um retrocesso nos avanços alcançados nos últimos anos, especialmente nos países pobres. (Leia mais: Programas anti-drogas evitam disseminação do vírus )

- Por mais que os investimentos domésticos tenham crescido, nos países de baixa renda mais atingidos pela doença, como vários da África e o Haiti, a maior parte da conta ainda é paga por recursos internacionais e seguira assim ainda por um tempo. Não tem como esperar que eles fechem essa conta sozinhos a curto prazo. Para fazer frente a uma eventual crise econômica, reduzir os gastos em Aids não é uma opção. Isso poderia, inclusive, potencializar os problemas já existentes, no caso de enfrentarmos um cenário de recessão.

Segundo ele, os recursos para a Aids aumentaram significativamente nos últimos anos, pulando de US$ 300 milhões para US$ 10 bilhões nos último 11 anos

- É a prevenção que começa a dar resultados importantes, principalmente em países muito afetados da África e no Haiti. A queda da mortalidade, talvez o fenômeno mais marcante, mais evidente, é basicamente uma resposta à expansão do tratamento, que hoje já alcança 3 milhões de pessoas.

Nos países africanos, onde as taxas de infecção superam 20%, a doença afeta diretamente as economias regionais.

Fonte O Globo
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Leia mais sobre AIDS
 
Período de Incubação AIDS
De 3 a 10 (ou mais) anos entre a contaminação e o aparecimento de sintomas sugestivos de AIDS.
 
 

terça-feira, agosto 05, 2008

AIDS & ONU -O país com o maior índice de contágio na América Latina é o Brasil, com cerca de 730 mil pessoas infectadas.

ONU divulga relatório sobre a situação da Aids no mundo

30/7/2008

Foi apresentado ontem (29) o Relatório Global sobre Epidemia de Aids 2008, realizado pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre DST/Aids (Unaids). O levantamento é baseado nos relatórios enviados por 147 países às Nações Unidas e na revisão global de estimativas a partir dos novos dados disponíveis em cada país.

O documento antecede a Conferência Internacional sobre Aids, que será realizada no domingo (3) no México. Os dados computados revelam que houve uma queda no número de infectados, porém o seu nível ainda é inaceitável: são 33 milhões de pessoas no mundo com a doença.

A África Subsaariana é a região mais atingida, com 22 milhões de pessoas com Aids. O país com o maior índice de contágio na América Latina é o Brasil, com cerca de 730 mil pessoas infectadas. A cada ano, 30 mil pessoas contraem HIV no país. O relatório constata que o número de pessoas com o HIV está aumentando devagar, por causa das terapias que prolongam a vida dos portadores, porém a infecção está longe de ser eliminada.

De 2001 a 2007, o número de novos casos passou de 3 milhões para 2,7 milhões. As taxas de novas infecções pelo vírus HIV estão aumentando em outros países do mundo, como a China, o Quênia, a Rússia e o Vietnã. Cerca de dois milhões de pessoas morreram de Aids no ano passado, sendo a maioria adulta. A ONU estima que 7.400 pessoas sejam infectadas diariamente pela Aids no mundo, 45% delas têm entre 15 e 24 anos.

Mais de 10 bilhões de dólares financiaram programas sobre a Aids em 2007. A ONU estima que o acesso universal aos tratamentos e à prevenção custaria mais de 42 bilhões de euros. Segundo o relatório, a conjuntura atual é uma ótima oportunidade para valorizar a resposta ao HIV e compreender o que se deve fazer para assegurar que os países prossigam o caminho em direção a concretização dos compromissos firmados em relação ao HIV. Em 63% dos países, ainda há leis, normativas ou políticas que obstaculizam a realização de serviços eficazes de prevenção, tratamento, atendimento e apoio às pessoas com HIV.

Em seis anos, o número de pessoas que recebem medicamentos antiretrovíricos nos países de baixa e média renda multiplicou-se por dez, chegando a quase três milhões de pessoas no final de 2007. O relatório aponta ainda algumas estratégias que devem ser seguidas pelos países na tentativa de ampliar o tratamento e a prevenção da doença. Entre elas, estão o planejamento do futuro, com avaliação que vá além de ciclos trienais e qüinqüenais; investimento em uma resposta eficaz ao HIV com atenção particular à contenção de epidemias nacionais; capacitação de pessoas que vivem com infectados.

http://www.portaldomeioambiente.org.br:80/noticias/2008/julho/30/1.asp

enviado por Ana Maria C. Bruni

www.territoriomulher.com.br

 

Aids: A ameaça persiste na América Latina

Aids: A ameaça persiste na América Latina

Por Emilio Godoy, da IPS

 México, 30/07/2008 – A pandemia de Aids se mantém estável na América Latina e afeta com força os grupos vulneráveis, como homossexuais, homens que fazem sexo com homens e prostitutas, segundo o informe mundial divulgado ontem pela Organização das Nações Unidas. Os dados coletados durante 2007 indicam que na região houve 140 mil novas infecções, fazendo com que a quantidade de pessoas portadoras do vírus da deficiência imunológica humana (HIV), causador da Aids, totalizasse 1,7 milhão.

Além disso, o documento elaborado pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Onusida), informa que 63 mil pessoas morreram no ano passado devido a padecimentos relacionados com a pandemia. O diretor para a América Latina do Onusida, César Nuñez, disse na apresentação do informe que "não se trata de uma epidemia pequena e controlada", por isso recomendou uma forte ênfase nas medidas de prevenção.

O Brasil, com 800 mil casos, e o México, com 200 mil, aparecem com os maiores índices de prevalência da região, enquanto se alerta que a América Central e o Caribe também é uma zona com forte impacto da doença. No Caribe há 230 mil pessoas portadoras do vírus, 20 mil pessoas o contraíram no ano passado e outras 14 mil faleceram nesse mesmo período. No mundo existem 33 milhões de pessoas com HIV, a maioria em países da África subsaariana, segundo a pesquisa que a agência da ONU divulgou simultaneamente no México, Nova York, Genebra, Johannesburgo e Bancoc.

A apresentação antecede à XVII Conferência Internacional sobre a Aids, que acontecerá entre 3 e 8 de agosto na capital mexicana, prevendo-se a participação de 25 mil especialistas, ativistas e delegados de organismos nacionais e internacionais procedentes de 150 nações. O estudo da Onusida, no capítulo latino-americano, afirma que o sexo sem proteção no coletivo de homens que mantêm sexo com homens está muito presente no México, Equador, Peru, Bolívia e Colômbia.

Também alerta que em países como Bolívia e Peru o contágio tem muito a ver com a prática de sexo sem proteção e pelo uso de drogas injetáveis sem as precauções recomendadas pela entidade. Também se enfatiza o fato de se perceber uma feminização da epidemia. "Vimos que a quantidade de mulheres infectadas aumentou nos últimos anos e veremos isso com maior ênfase no futuro", alertou Núñez.

Mais de 30% dos doentes na região são mulheres. No México, cerca de 40 mil mulheres são portadoras do vírus. "É preciso aumentar a visibilidade da epidemia nas mulheres para promover práticas sexuais seguras e protegidas", disse Linda Adechar, diretora-geral da não-governamental Fundação Vihdha. Além disso, a tuberculose derivada das baixas defesas provocadas pelo vírus surge como a razão principal de morte entre os afetados pelo HIV.

"A doença continua sendo a principal causa de mortalidade nos grupos vulneráveis", destacou Phillipe Lamy, representante residente no México da Organização Pan-americana de Saúde. Núñez destacou que há um aumento importante na prevenção e no tratamento na América Latina, onde 390 mil pessoas recebem terapia anti-retroviral. Mas, outras 630 mil carecem desses medicamentos, ressaltou.

"O número de pessoas com tratamento anti-retroviral aumentou", destacou Núñez, insistindo na importância da prevenção. "Medidas como controle do sangue e aumento no uso de preservativo deram uma resposta animadora", explicou, por sua vez, Mauricio Hernández, vice-ministro de Prevenção da Secretaria da Saúde do México.

A luta contra o vírus encontra obstáculos desde seu aparecimento por fatores como estigma, discriminação, homofobia e falta de informação sobre a doença. Nesse sentido, um estudo de sete países latino-americanos, patrocinado pelo Centro Internacional de Cooperação Técnica em HIV e Aids do Brasil e pela agência de cooperação alemã (GTZ), destaca que, apesar de haver mais políticas governamentais e mais leis, a discriminação em relação aos infectados e a grupos vulneráveis permanece como um desafio transcendental.

O documento intitulado "A resposta ao HIV/Aids na América Latina do ponto de vista social", que será apresentado na Conferência do México, sugere que um dos maiores esforços exigidos dos países para lutar contra a epidemia é levar as pessoas das populações vulneráveis a um ponto de igualdade nas diferentes facetas da vida social. O informe, ao qual a IPS teve acesso e que foi coordenado pela Secretaria Geral da Faculdade Latino-americana de Ciências Sociais (Flacso), indica que na região praticamente todas as constituições mencionam o direito à não-discriminação, mas não em relação aos portadores de HIV nem aos membros dos coletivos gay, lésbico ou transgênico.

"A matéria trabalhista é das mais problemáticas já que é onde ocorre de forma sistemática a violação das normas que garantem o direito a não-discriminação que se oculta graças às reformas de flexibilidade trabalhista e às dificuldades de provar as demissões discriminatórias", diz o texto que inclui Argentina, Colômbia, Chile, El Salvador, México, Peru e República Dominicana. "No caso do HIV, a discriminação continua muito forte devido ao preconceito e à má informação sobre a infecção", disse à IPS José Aguilar, coordenador nacional da rede Democracia e Sexualidade.

A Pesquisa Nacional de Discriminação de 2005 mostrou que os dois grupos mais discriminados no México são os deficientes e os homossexuais. Em média, nove em cada 10 mulheres, deficientes, indígenas, homossexuais, idosos e pertencentes a minorias religiosas responderam ser alvo de discriminação por sua condição. Além disso, uma em cada três pessoas pertencentes a estes grupos afirmou sofrer discriminação o trabalho.

Alejandra Gil, presidente da não-governamental Associação em Apoio a Servidores, que apóia trabalhadoras sexuais de um bairro da capital mexicana, disse à IPS que a visibilidade dos grupos vulneráveis pode ajudar a combater o estigma e a discriminação. México, Peru, Colômbia, El Salvador, República Dominicana contam com órgãos multisetorias para abordar a questão do HIV, enquanto isso não ocorre na Argentina nem no Chile. E, ainda, todos os países estudados possuem planos nacionais contra a doença.

Os pesquisadores descobriram que o direito à não-discriminação apresenta lacunas e contradições nas normas existentes nos países estudados. "Enquanto por um lado o Estado tenta combater o estigma das pessoas que vivem com HIV, por outro mantém leis e instituições que são discriminatórias dos coletivos em situação de vulnerabilidade a respeito do HIV", diz o documento. "O estigma e a discriminação seguem sendo fatores muito fortes", destacou Núñez.

A análise da Flacso revela, em relação à proibição em geral da discriminação no trabalho, que alguns marcos legais latino-americanos estabelecem este tipo de contravenções mas o que reina é a omissão. "Precisamos de espaços de trabalho livres de estigma e discriminação", disse Adechar. Outro estudo, patrocinado pela Aliança Internacional contra o HIV-Aids e que também será apresentado na Conferência, concluiu que as organizações de luta contra a doença ganharam mais presença e influência políticas, mas contam com menos recursos financeiros para execução de seus projetos, em 10 nações latino-americanas. (IPS/Envolverde)

(Envolverde/IPS)

http://envolverde.ig.com.br/materia.php?cod=50296&edt=1

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enviado por Ana Maria C. Bruni

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sexta-feira, novembro 14, 2008

Essa nova geração não viu a geração do Cazuza

Aids avança entre os mais instruídos em SP


Incidência da infecção por HIV entre homens com até 11 anos de estudo saltou de 15% para 27% em 10 anos

Emilio Sant'Anna

Enquanto o número de novos casos de AIDS caiu entre as pessoas de menor escolaridade nos últimos dez anos, a infecção pelo HIV avançou na população mais escolarizada de São Paulo. Um levantamento inédito da Secretaria de Estado da Saúde comprova o crescimento do que pode parecer um contra-senso. Nem mesmo o maior acesso a informações sobre prevenção foi capaz de proteger os paulistas com mais de oito anos de estudos. Diferentemente, a educação beneficiou os menos favorecidos.

Em 1997, quando 3.371 Mulheres se contaminaram no Estado, 12,2% das paulistas que contraíram a doença tinham entre 8 e 11 anos de estudo. No ano passado, esse índice mais que dobrou e chegou a 25,4% dos casos. No mesmo período, as contaminações de Mulheres que freqüentaram a escola por no máximo três anos caiu de 33,2% para 7,5% do total de casos em 2007. "Nos últimos anos, temos assistido o aumento de casos nessa população (de maior escolaridade)", afirma o infectologista Jean Gorinchteyn, do Ambulatório do Idoso do Hospital Estadual Emílio Ribas.

Entre os homens, o fenômeno se repete. Aqueles com 8 a 11 anos de estudo representaram 26,8% do total de casos no ano passado, contra 15,3% em 1997. Para os paulistas com no máximo três anos de freqüência escolar, esse índice caiu de 28% para 5,3% no mesmo intervalo.

O fenômeno não é exclusividade do Brasil, afirma o presidente do Grupo de Apoio à Prevenção à AIDS (Gapa) de São Paulo, José Carlos Velloso. "Essa é uma tendência que notamos no mundo todo, principalmente entre Mulheres de países desenvolvidos e em desenvolvimento."

Entre 1997 e 2007, o total de diagnósticos de AIDS no Estado de São Paulo caiu de 10.496 para 4.797 novos casos. Outro dado do levantamento da secretaria, no entanto, reforça a tendência de crescimento da AIDS na população de maior escolaridade. Entre 1997 e 2007, para aqueles que têm mais de 12 anos de estudo também houve aumento da incidência de contaminação por HIV, que passou de 3,5% para 4,3% no caso das Mulheres e de 6,9% para 8% no caso dos homens.

Para Velloso, apesar das informações sobre formas de prevenção estarem disponíveis para todos, o comportamento sexual vem se alterando de acordo com as mudanças sobre a percepção da epidemia de AIDS. "Infelizmente, as pessoas entendem a doença como coisa de grupo de risco e não de comportamento de risco, o que qualquer um com vida sexualmente ativa pode ter", diz.

A mudança de comportamento diante do HIV cria também a falsa impressão de segurança em relacionamentos considerados estáveis. Muitas vezes, após a segunda ou terceira relação com a mesma pessoa, o preservativo deixa de ser usado.

TRATAMENTO

O avanço terapêutico com a introdução do coquetel de medicamentos, distribuído gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), e o aumento da expectativa de vida dos pacientes soropositivos também contribuíram para mudar a percepção da população sobre a doença. "As pessoas têm acesso à informação, mas têm também a falsa impressão de que tratar a doença é como tratar de uma pneumonia, por exemplo", diz Gorinchteyn. "Falta saber que terão de tomar o remédio pelo resto da vida e que não é um tratamento fácil."

O jornalista Paulo Giacomini sabe como é o tratamento. Aos 46 anos, convive com o vírus da AIDS há pelo menos 20 anos. Na época, meados da década de 1980, o acesso a informação era bem mais restrito e, como ele diz, "o diagnóstico era uma sentença de morte".

Os soropositivos eram facilmente identificáveis pela ação devastadora da doença, os medicamentos disponíveis resumiam-se a poucas drogas como o AZT e os efeitos colaterais eram fortíssimos.

Hoje, o coquetel distribuído pelo SUS assegura o controle da carga viral, mas mesmo assim costuma ter efeitos indesejáveis. "Antigamente o AZT deixava a pessoa com uma aparência acinzentada. Agora, as pessoas não têm a dimensão que os remédios causam efeitos tão desagradáveis como, por exemplo, a diarréia", diz.

Giacomini tem insônia freqüentemente. Quando consegue dormir, os pesadelos também são constantes. "O Efavirenz, que é usado por cerca de 40% dos pacientes com HIV, causa insônia, tontura e pesadelos", afirma.

Para ele, depois de tanto tempo do início da epidemia, o aumento de contaminações entre a população com maior escolaridade causa espanto, mas pode ser explicada pela resistência em usar o preservativo. "Essa nova geração não viu a geração do Cazuza", diz.


O Estado de S. Paulo

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MULHER ,MULHER PROTEJA-SE

domingo, março 01, 2009

609 pessoas no teste Fique Sabendo Aids, 14 estão infectadas

Em Salvador, 609 pessoas fizeram o exame no estande do Fique Sabendo
Uma novidade nas ruas do Pelourinho chamou a atenção de quem escolheu Salvador para brincar o carnaval deste ano. Em meio aos blocos de rua, 609 foliões pararam em um posto montrado em frente à Escola de Medicina da Bahia para aproveitar a oferta de teste rápido anti-HIV feita pelo Ministério da Saúde, através do Programa Nacional de DST/Aids. Entre os que procuraram o serviço, 14 tiveram resultado positivo, o que representa cerca de 2,3% do total. Esse foi o maior percentual de diagnósticos positivos já realizados numa ação do Fique Sabendo – a estratégia de mobilização para a ampliação da testagem – em eventos culturais. A média anterior era de 0,7% de positivos.

Uma das prioridades para 2009 no enfrentamento da epidemia de aids é aumentar o número de pessoas testadas. Para isso, conforme anunciado pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão, no Dia Mundial de Luta contra a Aids no ano passado, serão enviados aos estados 3,3 milhões de testes rápidos. O esforço pretende mudar uma realidade preocupante: estima-se que 630 mil brasileiros tenham o vírus da aids. Desses, 255 mil nunca foram testados e, por isso, não conhecem sua condição sorológica.
 
Matéria na Integra no Portal Saude do Governo
 
 
Os Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA) são serviços de saúde que realizam ações de diagnóstico e prevenção de doenças sexualmente transmissíveis. Nesses serviços, é possível realizar testes para HIV, sífilis e hepatites B e C gratuitamente. Saiba como e onde.
 

sexta-feira, fevereiro 27, 2009

Doenças do Beijo "Não Fiquem com elas "

A gengivite, por exemplo, é uma infecção bacteriana que teve sua incidência aumentada nos últimos anos, provavelmente em decorrência do hábito de "ficar". De acordo com um estudo publicado em fevereiro de 2006 no British Medical Journal, beijar na boca várias pessoas aumenta em quatro vezes o risco de adolescentes contraírem meningite, uma infecção cerebral potencialmente fatal. Já a bactéria causadora da temida cárie dental, streptococcus mutans, também pode ser transmitida pelo beijo na boca

Além das bactérias, o beijo também pode transmitir vírus causadores de doenças. Uma dessas doenças, a mononucleose, recebeu como nome popular "doença do beijo". Mononucleose é causada pelo vírus Epstein-Barr (VEB) e, depois de um período de incubação de 30 a 45 dias, a pessoa pode permanecer com vírus para sempre no organismo. Mononocleose pode ser uma doença assintomática, ou apresentar sintomas que incluem: fadiga, dor de garganta, tosse, inchaço dos gânglios, perda de apetite, inflamação do fígado e hipertrofia do baço. Outra doença por vírus mais conhecida, e também transmitida pelo beijo, é o herpes labial. Essa doença é provocada pelo vírus herpes simplex e pode causar bolhas e feridas nos lábios e pele ao redor da boca.

As temidas doenças sexualmente transmissíveis (DST) também podem ser contraídas pelo beijo. O Departamento de Saúde dos EUA considera que pode haver risco, apesar de muito pequeno, de transmissão do vírus HIV, causador da doenças da AIDS, através do beijo da boca ( http://www.cdc.gov/hiv/resources/qa/qa17.htm ) caso existam feridas ou sangramento na boca. O risco de transmissão do HIV através do beijo na boca teoricamente é maior em pessoas com body-piercing na língua ou lábios. Um beijo mais ardente poderia provocar sangramento na região do body-piercing, havendo o risco de infecção dovírus HIV se o sangue entrar em contato com uma lesão bucal ou corte. Outras DST também transmissíveis pelo beijo incluem sífilis e gonorréia.

Aids

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nada de beijar o primeiro ou primeira que aparecer. "Não é uma questão de simplesmente não beijar mais, mas sim de, sabendo que a possibilidade de contaminação e de contagio existe, que é preciso cautela e é melhor conhecer mais a pessoa em que se está interessado", sugere Delgado.

Outro fator que merece muita atenção é o sexo oral onde também se pode transmitir a doença. "Qualquer contato da boca com secreção sexual, ou líquido vaginal, esperma ou aquele líquido que vem antes do esperma, pode transmitir o vírus, pois essas secreções são contaminadas com HIV, no caso da pessoa ter a doença", alerta o dentista. A saída é sexo oral com preservativo.

Além de muito discernimento e o uso de camisinha, as visitas ao dentista são essenciais, isso porque os primeiros sinais clínicos de infecção por AIDS aparecem na boca. "Vale lembrar que a doença diagnosticada no início é melhor controlada", ressalta.

Leia aqui

Algumas perguntas e respostas

O que quer dizer "soroconversão"?

Este ponto é muito importante. Uma pessoa pode estar com o vírus e apresentar um teste negativo. Por quê? O teste sempre mostra os anticorpos reagindo ao vírus, e não o vírus propriamente. Se o organismo não teve tempo de fabricar estes anticorpos, não vai aparecer nada no teste. O período de fabricação de anticorpos suficientes para serem detectados no teste é de aproximadamente 3 meses (para a maioria das pessoas). Isto é "soroconversão".

A partir de que momento passamos do estágio de "soropositivos" para a doença AIDS?

Após um período que dura geralmente muitos anos. Os vírus que "dominam" nas células acordam e destroem progressivamente o sistema de defesa do organismo. O debilitamento das defesas imunológicas acarreta a aparição de alguns dos sintomas já mencionados.

Ser "soropositivo" significa que vamos obrigatoriamente desenvolver a AIDS?

A evolução da infecção pelo HIV não é a mesma para todos. Alguns indivíduos são "soropositivos" há muitos anos e continuam aparentemente bem.
Na maioria dos casos, a doença AIDS só aparece num período de 8 a 10 anos.

terça-feira, dezembro 02, 2008

AIDS na Bahia também tem!


Na Bahia, 74% dos municípios já notificaram pelo menos um caso de Aids até 2008. O vírus, antes mais comum na capital, tem se alastrado também para o interior do estado. Salvador ainda detém a maioria dos casos, 52%, mas a incidência vem crescendo em Feira de Santana (5,1%), Vitória da Conquista (3,5%), Juazeiro (3,1%), Itabuna (2,6%), Porto Seguro (1,8%), Ilhéus (1,8%), Jequié (1,3%), Lauro de Freitas (1,4%) e Eunápolis (1,1%).


Os dados são da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), que assim como diversas entidades promoveram, ontem, atividades alusivas ao Dia Mundial de Combate a Aids. A Sesab registrou ainda, entre os anos de 2007 e 2008, uma tendência crescente na faixa etária de 20 a 49 anos. Apesar de - entre 2003 a 2008 - 29% dos casos estarem na faixa de 20 a 29 anos, 37% de 30 a 39 anos e 23% de 40 a 49 anos. As estatísticas mostram também maior incidência entre as mulheres, nos segmentos mais pobres da sociedade e em pessoas com menor grau de escolaridade. Nos últimos 24 anos a Bahia registrou 9.319 casos de Aids e 2.671 mortes, ou seja, cerca de 111 óbitos por ano.


Leia mais no Blog Da Vera Mattos

quarta-feira, novembro 11, 2009

Doação para Moçambique fabricar remédio contra aids passa na CAE

COMISSÕES / Assuntos Econômicos
10/11/2009 - 12h09
[Foto: Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou]

Matéria segue para Comissão de Relações Exteriores

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou, nesta terça-feira (10), autorização para o governo brasileiro doar a Moçambique recursos da ordem de R$ 13,6 milhões para a primeira fase de instalação de fábrica de antirretrovirais - medicamentos utilizados para tratamento de pessoas portadoras do vírus da aids. A proposta (PLC 193/09) já havia sido aprovada pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) na semana passada e ainda terá que ser examinada pela Comissão de Relações Exteriores (CRE), onde receberá decisão terminativa.

De acordo com o relator, senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), trata-se de uma doação de caráter humanitário que poderá beneficiar pelo menos 400 mil pessoas infectadas com o vírus da Aids. Segundo explicou, serão fabricados 20 dos 25 componentes do coquetel antiretroviral na fábrica a ser instalada pela Fiocruz. Ainda segundo Crivella, cerca de cinco mil famílias de brasileiros vivem naquele país, trabalhando nas minas de carvão do Rio Mambese, da Companhia Vale do Rio Doce.

Crivella lembrou que 40% do Produto Interno Bruto (PIB) de Moçambique decorrem de doação. Informou ainda que 80% da força de trabalho naquele país estão na informalidade e que a maioria da população é empregada do governo. Os recursos para doação, segundo explicou, já estão no exterior especificamente para esse objetivo.

Segundo informações do Ministério da Saúde, a instalação da fábrica permitirá o controle de epidemias e reduzirá o número de óbitos não apenas em Moçambique, mas também em outras nações para onde a produção poderá ser exportada.

O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) destacou o trabalho do governo brasileiro em prol da instalação da fábrica da Fiocruz em Moçambique. O senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) elogiou o papel de Crivella pela aprovação da matéria, que poderá beneficiar milhões de famílias, como já acontece no Brasil, onde há o tratamento com o coquetel antirretroviral. O senador Roberto Cavalcanti (PRB-PB) observou não se tratar de despesa de caráter continuado e ressaltou o gesto positivo do Brasil ao socorrer um país irmão.

Críticas

Mesmo reconhecendo o sentido humanitário da doação, o senador Papaléo Paes (PSDB-AP) afirmou tratar-se de um contrassenso doar recursos para instalar fábrica de antirretrovirais em Moçambique, enquanto em Pernambuco um hospital que tem o propósito de distribuir esses medicamentos está sem condições de atuar por falta de recursos. Ele também criticou a escassez de verbas para tratamento de usuários de drogas.

Do mesmo modo, o senador Cícero Lucena (PSDB-PB) destacou a situação precária da saúde no país, em especial no Nordeste. Segundo o senador, o governo não libera os recursos destinados ao setor.

Crivella respondeu que, embora haja pessoas com aids no Brasil, não existe o quadro dramático observado em Moçambique, onde morrem sete mil pessoas por dia, vitimadas pela doença.

O senador Efraim Morais (DEM-PB) também questionou a doação. Para ele, é incoerente "praticar solidariedade e ser bonzinho enquanto se esquece de fazer o dever de casa". Ao lembrar o avanço do consumo do crack no Rio de Janeiro, Efraim disse que o governo federal não tem liberado recursos para enfrentamento desse e de outros problemas do país. Crivella reconheceu a legitimidade do alerta da oposição com relação à saúde e se comprometeu a verificar os repasses de recursos para o setor.
Denise Costa / Agência Senado
 
 

10/11/2009 - COMISSÕES
 
03/11/2009 - COMISSÕES

quinta-feira, janeiro 22, 2009

Vade Retro!

Itália decide que sexo com camisinha é motivo para anular o casamento

Suprema Corte de Justiça do país ratificou decisão do Vaticano.
Em 2005, Igreja anulou casamento porque casal fez sexo seguro.

A Justiça da Itália decidiu que fazer sexo com preservativo (camisinha) pode ser utilizado como motivo para anular o casamento, de acordo com reportagem do jornal italiano "Il Messaggero".

A Suprema Corte de Justiça do país ratificou uma decisão do Vaticano, que, em 2005, anulou o casamento de um casal identificado como Fabio N. e Elizabeth T., porque eles fizeram sexo seguro.

A Suprema Corte negou provimento ao recurso de Elizabeth, que contestava a anulação de seu casamento com Fabio.

Segundo a mulher, eles tinham feito sexo protegido para evitar que o marido, que sofre da "Síndrome de Reiter", transmitisse a doença para um futuro filho.

Mas, para a Igreja, as práticas que excluem a procriação podem invalidar o casamento religioso.

Mas, para Elizabeth, esse ponto de vista "contrasta com a proteção da saúde tanto da mulher quanto da criança".

No G1

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Em 2008

O papa Bento XVI encomendou a um grupo de teólogos um estudo sobre o preservativo na luta contra o VIH/Sida, o que poderá significar uma abertura da Santa Sé à aceitação excepcional do seu uso como um "mal menor" entre casais com um elementos infectado (mais aqui)."

kostadealhabaite

Em 2006

O princípio moral da Igreja é o mesmo; mas mudaram as situações que temos que enfrentar. trata-se, em outras palavras, de aplicar a doutrina de sempre a certas situações novas como o problema da AIDS", disse Dom Soto.

"Ponho o exemplo de um caso particular: o casal de esposo onde um deles tem AIDS e reclama o ato matrimonial, tem o cônjuge direito a defender sua saúde de alguma maneira?"

http://blog.bibliacatolica.com.br/2006/04/24/oficial-do-vaticano-esclarece-doutrina-sobre-preservativo-e-a-aids-nao-mudara/

Vaticano pode suspender o tabu do preservativo para lutar contra a Aids

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Caso uma mulher casada seja contaminada ( ou vice-versa ) por Aids , DST, vão receber a extrema unção do papa?

As estatísticas de casados contaminados aumentou assustadoramente!

A realidade em relação ao uso de preservativos tem de ser encarada com seriedade pelos credos e pela justiça!

Inacreditável estarmos no século XXI com estes seres nos poderes das Igrejas induzindo a sociedade a não se preservar!

Realmente é uma ótima forma de EXTERMÍNIO!

terça-feira, dezembro 02, 2008

Gritos de terror ! AIDS em Papua



Portadores de HIV 'são enterrados vivos' em Papua Nova Guiné

Diversidade de línguas dificultaria concientização sobre a doença


Portadores do vírus HIV, que provoca a Aids, estão sendo enterrados vivos por suas próprias famílias em Papua Nova Guiné, afirma uma assistente social do país, no oeste do Oceano Pacífico.
Segundo Margaret Marabe, as famílias estão tomando esta decisão porque não têm condições de cuidar dos enfermos ou por medo de contrair a doença.


A assistente diz ter testemunhado o sepultamento de pessoas vivas com seus próprios olhos durante uma viagem de cinco meses pelas montanhas do sul do país.
Estima-se que cerca de 2% dos seis milhões de habitantes de Papua Nova Guiné sejam portadores do HIV, sendo que os diagnósticos de novas infecções aumentam em 30% a cada ano.
Agências de saúde internacionais já alertaram para a necessidade de adotar medidas para evitar que milhares sejam contaminados.


Gritos
No início do ano, Margaret Marabe, uma conhecida ativista de Papua Nova Guiné, fez uma campanha de conscientização em uma região do país conhecida como Tari.
"Vi três pessoas (serem enterradas vivas) com meus próprios olhos. Quando ficaram muito doentes e as pessoas não podiam mais tomar conta delas, foram enterradas", disse Marabe a jornalistas.
Ela descreveu um episódio em que uma pessoa gritava "mãe, mãe" enquanto a terra era jogada sobre sua cabeça.
Segundo Marabe, os habitantes dos vilarejos disseram que esse tipo de acontecimento era comum.
A ativista, presidente da organização humanitária Igat Hope, que lida com portadores do HIV, disse que as pessoas em regiões remotas do país não têm conhecimentos sobre a Aids.
Ela pediu ao governo que tome providências com urgência.
"Não há centros de treinamento para voluntários em Tari. Também não há programas de treinamento sobre o HIV", disse a assistente social ao jornal Post-Courier, da Papua Nova Guiné.


Bruxaria
Em entrevista à BBC no ano passado, o ministro da Saúde do país, Nicholas Mann, disse que a variedade de línguas e culturas existentes no país tornava mais difícil conscientizar a população sobre a Aids.
Ele acrescentou, no entanto, que o primeiro-ministro, Michael Somare, tinha assumido responsabilidade sobre o assunto, e que o governo estava trabalhando com agências em uma ação coordenada para lidar com a crise.
A Aids é transmitida no país principalmente por meio de contato sexual entre homem e mulher, e os infectados são vistos como vítimas de bruxaria.
Segundo autoridades e pesquisadores, mulheres acusadas de bruxaria são torturadas e mortas por grupos que as acusam de ser responsáveis pela epidemia.

Líderes da igreja descreveram casos de pacientes que foram jogados do alto de pontes ou deixados em quintais até morrerem de fome, disse o repórter da BBC em Sydney, Phil Mercer.

Da BBC

quarta-feira, abril 01, 2009

Mulher Proteja-se

A confiança no parceiro é a principal razão para que 70% dos casais abandonem o uso do preservativo. Isto é o que aponta uma pesquisa do Pólo de Prevenção DST/Aids da Universidade de Brasília.

O estudo, divulgado pelo jornal Saúde em Movimento, mostrou que, de 250 casais entrevistados, 70% não usam camisinha. O consumo de bebidas e drogas também provoca o esquecimento da proteção.

De acordo com Mário Angelo Silva, coordenador do pólo, a falta de cultura do uso do preservativo contribui para o aumento dos casos de HIV. "A Aids continua sendo uma doença do outro, estigmatizada e não prevenida adequadamente".

Criado há cinco anos para estimular o uso do preservativo e orientar sobre sexualidade e doenças, o Pólo de Prevenção DST/Aids funciona na Universidade de Brasília.Entre outras atividade, o pólo distribui cerca de quatro mil camisinhas/mês aos cadastrados.

Cerca de 65% dos cadastrados são homens, e a quantidade de camisinhas femininas distribuídas é mínima. "As mulheres ainda têm dificuldade para exigir a prevenção. Temos de desconstruir o mito de que o preservativo atrapalha o prazer ou que o uso é atestado de infidelidade", destaca o coordenador.

No A Tarde

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Mulher Proteja-se

 
 
 
 

sábado, junho 20, 2009

Doenças: Consequências criminosas da Traição

Homens casados traem. Mais do que as mulheres. Até aqui nenhuma novidade. O Ministério da Saúde divulgou o resultado da mais ampla pesquisa sobre o comportamento sexual do brasileiro. Foram realizadas 8 mil entrevistas com homens e mulheres de 15 a 64 anos de todas as regiões do país. No quesito fidelidade, confirmou o que todos nós imaginávamos: 21% dos homens casados ou que vivem com companheiras têm parceiras eventuais. Entre as mulheres, apenas 11% têm relações fora do casamento.
A diferença não surpreende. Nossa cultura tolera - e até enaltece - as escapadelas masculinas. Não faz o mesmo com as femininas. Mulheres que traem são punidas com a execração familiar e social. É comum encontrar matronas que protegem os filhos que pulam a cerca. Às filhas que fazem o mesmo reservam a mais dura censura.
Os números do governo apontam algo mais grave: os homens traem sem camisinha. A maioria dos casados que buscaram outras parceiras não usou preservativo em todas as relações. No grupo dos traidores, 57% dispensaram a camisinha.

Isso é criminoso. De uma ignorância atroz. De uma irresponsabilidade sem tamanho. Continue lendo aqui 

Do Dois em Cena

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No Itacaré News

Além da Aids,são transmitidas sérias doenças que requerem longos tratamentos. Assim agem os criminosos (as) que não poupam seus companheiras (os)das consequências de suas relações extra-conjugais.

Mulher Proteja-se

Doenças do Beijo "Não Fiquem com elas "

Métodos Anticoncepcionais  AIDS na Bahia também tem!

Período de Incubação AIDS
De 3 a 10 (ou mais) anos entre a contaminação e o aparecimento de sintomas sugestivos de AIDS.
 

Não sejam cúmplices destes crimes. As vitimas contaminadas agradecem

segunda-feira, outubro 19, 2009

Doenças: Consequências criminosas da Traição

Homens casados traem. Mais do que as mulheres. Até aqui nenhuma novidade. O Ministério da Saúde divulgou o resultado da mais ampla pesquisa sobre o comportamento sexual do brasileiro. Foram realizadas 8 mil entrevistas com homens e mulheres de 15 a 64 anos de todas as regiões do país. No quesito fidelidade, confirmou o que todos nós imaginávamos: 21% dos homens casados ou que vivem com companheiras têm parceiras eventuais. Entre as mulheres, apenas 11% têm relações fora do casamento.
A diferença não surpreende. Nossa cultura tolera - e até enaltece - as escapadelas masculinas. Não faz o mesmo com as femininas. Mulheres que traem são punidas com a execração familiar e social. É comum encontrar matronas que protegem os filhos que pulam a cerca. Às filhas que fazem o mesmo reservam a mais dura censura.
Os números do governo apontam algo mais grave: os homens traem sem camisinha. A maioria dos casados que buscaram outras parceiras não usou preservativo em todas as relações. No grupo dos traidores, 57% dispensaram a camisinha.

Isso é criminoso. De uma ignorância atroz. De uma irresponsabilidade sem tamanho. Continue lendo aqui 

Do Dois em Cena

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No Itacaré News

Além da Aids,são transmitidas sérias doenças que requerem longos tratamentos. Assim agem os criminosos (as) que não poupam seus companheiras (os)das consequências de suas relações extra-conjugais.

Mulher Proteja-se

Doenças do Beijo "Não Fiquem com elas "

Métodos Anticoncepcionais  AIDS na Bahia também tem!

Período de Incubação AIDS
De 3 a 10 (ou mais) anos entre a contaminação e o aparecimento de sintomas sugestivos de AIDS.
http://www.dst.com.br/pag08.htm
 
Protejam-se!

Não sejam cúmplices destes crimes. As vitimas contaminadas agradecem

sexta-feira, dezembro 05, 2008

Carla Bruni entra na luta contra a aids


A primeira-dama francesa, Carla Bruni-Sarkozy, anunciou nesta segunda-feira seu compromisso na luta contra a aids ao se tornar embaixadora junto ao Fundo Global para a Luta contra a Aids, Tuberculose e Malária. Ela afirmou que quer principalmente proteger mães e filhos contra o mal. Segundo o próximo diretor-executivo da ONUAids, Michel Sidibé, 300.000 crianças são contaminadas pelas mães todos os anos. Com o tratamento adequado, os riscos de transmissão do vírus caem de 95 a 97%.
"Não me comprometo por acaso. O que faço hoje é o prolongamento de algo que já tinha feito com minha família e me sinto feliz em poder ir mais longe, graças a esta missão de embaixadora", declarou, referindo-se à fundação que criou na Itália (com filial na França), há três anos, após a morte do irmão Virginio, vítima da aids.
Uma das atividades de Bruni como embaixadora será organizar eventos em apoio ao Fundo Global. Ela também disse que pretende ser muito ativa durante os deslocamentos oficiais ao lado do marido, o presidente francês Nicolas Sarkozy.
Na Veja

sábado, novembro 14, 2009

Doar seu sangue pela vida

O verão está chegando, época de mais acidentes nas estradas e devido aos surtos de epidemias como dengue, meningite, gripe A,os estoques de sangue precisarão de reforços.
 
Não existe nada que substitua o sangue
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Orientações para doadores de sangue 

Há critérios que permitem ou que impedem uma doação de sangue, que são determinados por normas técnicas do Ministério da Saúde, e visam à proteção ao doador e a segurança de quem vai receber o sangue.

O doador deve...
- trazer documento oficial de identidade com foto (identidade, carteira de trabalho, certificado de reservista, carteira do conselho profissional ou carteira nacional de habilitação);
- estar bem de saúde;
- ter entre 18 e 65 anos;
- pesar mais de 50Kg;
- não estar em jejum; evitar apenas alimentos gordurosos nas 4 horas que antecedem a doação.

Impedimentos temporários
- Febre
- Gripe ou resfriado
- Gravidez
- Puerpério: parto normal, 90 dias; cesariana, 180 dias
- Uso de alguns medicamentos
- Pessoas que adotaram comportamento de risco para doenças sexualmente transmissíveis

Cirurgias e prazos de impedimentos 
- Extração dentária: 72 horas
- Apendicite, hérnia, amigdalectomia, varizes: 3 meses
- Colecistectomia, histerectomia, nefrectomia, redução de fraturas, politraumatismos sem seqüelas graves, tireoidectomia, colectomia: 6 meses
- Ingestão de bebida alcoólica no dia da doação
- Transfusão de sangue: 1 ano
- Tatuagem: 1 ano
- Vacinação: o tempo de impedimento varia de acordo com o tipo de vacina

Impedimentos definitivos
- Hepatite após os 10 anos de idade
- Evidência clínica ou laboratorial das seguintes doenças transmissíveis pelo sangue: hepatites B e C, AIDS (vírus HIV), doenças associadas aos vírus HTLV I e II e Doença de Chagas
- Uso de drogas ilícitas injetáveis
- Malária

Intervalos para doação 
- Homens: 60 dias (até 4 doações por ano)
- Mulheres: 90 dias (até 3 doações por ano)

Doe sangue com responsabilidade 
Você sabe o que é janela imunológica? É o período entre a contaminação da pessoa por um determinado agente infeccioso (HIV, hepatite...) e a sua detecção nos exames laboratoriais.

No período da janela imunológica, os exames são negativos, mas mesmo assim o sangue doado é capaz de transmitir o agente infeccioso aos pacientes que o receberem.

A sinceridade ao responder as perguntas do questionário que antecede a doação é importante para evitar a transmissão de doenças aos pacientes.

Nunca doe sangue se você quiser apenas fazer um exame para AIDS. Neste caso, procure um Centro de Testagem Anônima e gratuita.

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Para mais informações sobre doação de sangue,  Ministério da Saúde
Disque Saúde: 0800-611997.
 
Onde doar
Você pode doar sangue nos postos fixos do Hemocentro do seu estado.
As coletas também podem ser feitas através das equipes móveis.
Para ter mais opções, procure a Secretaria de Saúde do seu estado 
 

O que acontece depois da doação? O doador recebe um lanche, instruções referentes ao seu bem estar e poderá posteriormente conhecer os resultados dos exames que serão feitos em seu sangue. Estes testes detectarão doenças como AIDS, Sífilis, Doença de Chagas, HTLV I/II, Hepatites B e C, além de outro exame para saber o tipo sanguíneo. Se for necessário confirmar algum destes testes, o doador será convocado para coletar uma nova amostra e se necessário, encaminhado a um serviço de saúde.

O que acontece com o sangue doado? Todo sangue doado é separado em diferentes componentes (como hemácias, plaquetas e plasma) e assim poderá beneficiar mais de um paciente com apenas uma unidade coletada. Os componentes são distribuídos para os hospitais da cidade para atender aos casos de emergência e aos pacientes internados.

quinta-feira, outubro 29, 2009

Entre Beijos, Meningite e Gripe H1N1

Não me vacinei de tudo que posso pegar

Agora estou no horror

Com a cabeça doída sem ninguém para me socorrer

Eu quero menos,menos, menos...

Eu quero menos beijar na boca

E não pegar doenças que que podem me matar

Eu quero menos beijar na boca

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ATENÇÃO PREVINA-SE

 

Meningite: A transmissão é de pessoa a pessoa, por via respiratória, através de gotículas e secreções do nariz e garganta, em contato prolongado e convivência no mesmo ambiente

Meningite Meningocócica - Os principais  sintomas são: febre alta que começa abruptamente; dor de cabeça intensa e contínua; vômitos em jato; náuseas; rigidez dos músculos da nuca, ombros e das costas; falta de apetite; dores musculares e agitação física e mental. Podem surgir manchas vermelhas na pele. Em crianças menores de um ano, os sintomas mais comuns são: moleira tensa ou elevada, irritabilidade; inquietação com choro agudo; rigidez cor-poral com ou sem convulsões. Tratamento antibióticos específicos.Existem vacinas para prevenir alguns tipos de meningite.

 

Gripe H1N1/ Gripe A :O vírus da gripe pode se espalhar em tosses e espirros, evidências crescentes mostram que pequenas partículas do vírus podem resistir em mesas, telefones, dinheiro,papéis e outras áreas e serem transferidas pelos dedos quando levados à boca, nariz ou olhos.

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Mononucleose:causada pelo vírus Epstein-Barr (VEB) e, depois de um período de incubação de 30 a 45 dias, a pessoa pode permanecer com vírus para sempre no organismo. Mononocleose pode ser uma doença assintomática, ou apresentar sintomas que incluem: fadiga, dor de garganta, tosse, inchaço dos gânglios, perda de apetite, inflamação do fígado e hipertrofia do baço

 

Herpes labial. Essa doença é provocada pelo vírus herpes simplex e pode causar bolhas e feridas nos lábios e pele ao redor da boca.

 

Gengivite: uma infecção bacteriana

 

AIDS :

Doenças sexualmente transmissíveis (DST) também podem ser contraídas pelo beijo. Pode haver risco de transmissão do vírus HIV, causador da doenças da AIDS, através do beijo da boca  caso existam feridas ou sangramento na boca. O risco é maior em pessoas com body-piercing na língua ou lábios. Um beijo mais ardente poderia provocar sangramento na região do body-piercing, havendo o risco de infecção dovírus HIV se o sangue entrar em contato com uma lesão bucal ou corte. 

 

 DST: também transmissíveis pelo beijo incluem sífilis e gonorréia.

 

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sexta-feira, fevereiro 27, 2009

AIDS- HIV na evolução

O país com o maior índice de contágio na América Latina é o Brasil, com mais de 700.000 pessoas infectadas
 A cada ano, 30 mil pessoas contraem HIV no país
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Leia Aids

sexta-feira, agosto 15, 2008

"No final das contas, o que é bom para as mulheres é bom para o mundo. "

PORQUE A MELHORIA DA SITUAÇÃO DAS MULHERES É CRUCIAL
PARA TODOS QUE VIVEM NESTE PLANETA

 

Apesar da crença generalizada que as mulheres "avançaram muito," o Dia Internacional da Mulher ainda verá milhões delas, em todas as partes do mundo, presas a uma vida onde não podem freqüentar escolas, possuir propriedades, votar, ganhar salários ou controlar seus corpos, e onde a violência é uma ameaça constante.

 

Infelizmente, as estatísticas apontam para um mundo ainda mais tenebroso onde, em muitas frentes, as mulheres ainda lutam pela obtenção de direitos iguais.

 

–      Mais de meio milhão de mulheres morrem a cada ano vítimas de complicações evitáveis durante a gravidez e o parto; outras 18 milhões ficam incapacitadas ou com doenças crônicas. Em outras palavras, mais de 1.300 mulheres morrerão no trabalho de parto, só no Dia Internacional da Mulher.

–       Mundialmente, as taxas de infecção de AIDS são hoje mais altas nas mulheres do que nos homens. Na África sub-saariana, onde a AIDS se dissemina com maior rapidez do que em qualquer outro lugar no planeta, as mulheres representam 55 porcento de todos os novos casos de HIV. Lamentavelmente, a maioria não dispõe de autonomia sexual para recusar o sexo, ou exigir que seu "parceiro" use preservativo.

–       Vinte a 50 porcento de todas as mulheres sofreram violência de algum "ente querido." A violência de gênero assume muitas formas e afligem moças e mulheres durante toda a vida. Cerca de 60.000 moças são dadas como "desaparecidas" na China e na Índia, devido a abortos seletivos de sexo, infanticídios femininos e negligência. Em 2000, mais de 5.000 moças foram assassinadas por seus pais ou outros membros da família, por ter falado com meninos na rua, ou "desonrado" a família ao se tornarem vítimas de estupro. Mais de 2 milhões de mulheres são submetidas a mutilação genital a cada ano, o que leva a uma vida de sofrimento.

–      Dois terços dos 876 milhões de analfabetos mundiais são mulheres. Em 22 nações africanas e asiáticas, a matrícula de meninas é menos de 80 porcento a dos meninos, e nos países menos desenvolvidos, apenas metade das meninas permanece na escola após a 4a série. Na África sub-saariana e Sul da Ásia, apenas 2 a 7 mulheres em cada grupo de 1.000 freqüentam curso secundário ou universitário.

–       Na maior parte do mundo, famílias chefiadas por mulheres são mais vulneráveis à pobreza do que as chefiadas por homens. Nos Estados Unidos, famílias de mães solteiras criam um terço das crianças que vivem em condição de pobreza.

–       Por quase todo o mundo as mulheres ganham, em média, dois terços a três quartos do salário dos homens, pelo mesmo serviço. Além disto, as mulheres desempenham a maior parte do trabalho invisível que mantém o cotidiano das famílias. Todavia, cuidar do lar e dos filhos, coletar água e lenha, e outras atividades realizadas principalmente por mulheres, raramente são incluídas na contabilidade econômica, embora seu valor seja, aproximadamente, um terço da produção econômica mundial.

–      As mulheres são imensamente sub-representadas em todos os níveis de governo e nas instituições internacionais, apesar de líderes de destaque, como Gloria Macapagal-Arroyoomen, Presidente das Filipinas e a ex Primeira Dama dos Estados Unidos e hoje Senadora Hillary Clinton.  Nas Nações Unidas, em 1999, as mulheres compunham apenas 21 porcento da alta administração. Em apenas 9 países a proporção de mulheres no parlamento nacional é de 30 porcento, ou maior. Em meados de 2001, pelo menos sete nações – Djibouti, Jordão, Kuwait, Palau, Tonga, Tuvalu e Vanuatu – não tinham uma única mulher em suas assembléias legislativas.

"Há amplas evidências que quando as mulheres assumem poder político, as questões importantes para as mulheres e suas famílias – como cuidados maternos, nutrição e planejamento familiar – adquirem prioridade e são agilizadas por quem detém o poder," declara a pesquisadora do WWI, Danielle Nierenberg.

E prover recursos que mantenham as moças nas escolas pode ser mais eficaz no incremento das taxas de sobrevivência infantil, do que a melhoria de saneamento, emprego ou renda. Fontes das Nações Unidas demonstram que as nações com os maiores níveis de escolaridade na África sub-saariana – Botsuana, Quênia e Zimbábue – também são as nações com os menores níveis de mortalidade infantil, apesar dos altos níveis de pobreza em comparação com seus vizinhos.

"No final das contas, o que é bom para as mulheres é bom para o mundo. A participação e capacitação plena das mulheres do mundo é a chave para qualquer estratégia coerente de desenvolvimento sustentável. Mas, ainda há um longo caminho a percorrer, antes que as mulheres tenham os mesmos direitos que os homens."

 

© WWI-Worldwatch Institute / UMA-Universidade Livre da Mata Atlântica 2002, todos os direitos reservados.
Autorizada a reprodução total ou parcial, citando a fonte e o site
www.wwiuma.org.br